
Dia 30 — Concluir sem fechar
Algo se completou.
Sem anúncio.
Sem marco.
Não feche.
Não celebre.
Não explique.
O silêncio não termina.
Ele segue.
Permaneça disponível.

Dia 30 — Concluir sem fechar
Algo se completou.
Sem anúncio.
Sem marco.
Não feche.
Não celebre.
Não explique.
O silêncio não termina.
Ele segue.
Permaneça disponível.

Dia 29 — Sem pressa
Talvez a mente queira encerrar.
Concluir.
Virar a página.
Hoje, não apresse.
O silêncio sabe
quando algo termina.
Permaneça mais um pouco.

Dia 28 — Deixar permanecer
Agora, não sustente.
Não vigie.
Não proteja.
Deixe o silêncio permanecer.
O que é verdadeiro
não se perde quando você solta.
Fique.

Dia 27 — Sem definir
Não nomeie.
Não classifique.
Não conclua.
Hoje, fique sem definir.
O silêncio não precisa de forma
para continuar sendo.
Permaneça.

Dia 26 — Simplicidade
Depois de tudo,
o que fica é simples.
Menos expectativa.
Menos ruído.
Menos excesso.
Hoje, não acrescente nada.
Habite o simples.
O silêncio não precisa ser profundo.
Ele só precisa ser verdadeiro.

Dia 25 — O silêncio que ficou
Algo permaneceu.
Mesmo depois de tantos dias.
Não é ausência de pensamento.
É menos urgência.
Hoje, confie no silêncio que ficou.
Ele não precisa ser mantido.
Ele já sabe ficar.

Dia 24 — Sem compreender
Nem tudo precisa fazer sentido.
Nem tudo se explica.
Hoje, permaneça
mesmo sem compreender.
O silêncio não pede entendimento.
Ele pede presença.
Fique.

Dia 23 — Quando nada acontece
Hoje, pode parecer que nada mudou.
Nenhum sinal.
Nenhuma resposta.
Permaneça assim mesmo.
O silêncio também trabalha
quando nada chama atenção.
Fique.

Dia 22 — Deixar conduzir
Hoje, não lidere.
Não direcione.
Não decida.
Deixe que o silêncio conduza.
Há um caminho que se ajusta
quando você não toma o controle.
Siga.

Dia 21 — Permanecer sem medir
A mente pode querer comparar.
Avaliar.
Medir avanço.
Hoje, não meça.
O silêncio não cresce em números.
Ele se aprofunda quando você permanece.
Fique.